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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Deus é fraco?

Deus é forte, claro que sabemos que é! 

Ele não precisa de defesa, claro que não precisa! 

Mas Ele quis ser fraco e resolveu precisar de nós. Se podemos dizer que Deus tem uma fraqueza, díriamos que Ele não conseguiu sendo Deus deixar de se tornar carne, gente, homem! 

E sendo Deus Homem suportou a Cruz com fraqueza indizível, como nenhum outro homem. 

Sendo completamente justo se tornou fraco demais por nós. 

Por isto Sua fraqueza ainda continua em não resistir em se aproximar de um coração quebrantado e ferido!

Continua a encher homens fracos com Seu Espírito, ajudá-los em suas fraquezas e que com tanta fraqueza acham NEle o Poder para mesmo sendo fracos serem aperfeiçoados.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Por que Marina Silva? Por Ed René Kivitz


[Pronunciamento no Encontro
de Lideranças Evangélicas com 
Marina Silva]
O povo brasileiro já percebeu: não é hora de virar as páginas, é hora de mudar de livro.
O que me traz a esse lugar e a essa hora é a convicção de que a imagem usada por Caio Fernando Abreu veste perfeitamente o atual momento do Brasil, e encontra em Marina Silva aquela que melhor conseguiu captar a voz das ruas, e está em sintonia com o desejo de mudança que mora no peito dos brasileiros.
Mas não podemos ser negligentes à realidade de que o inusitado que colocou nas mãos de Marina Silva a possibilidade concreta de ser eleita para ocupar a presidência da república, resultou em outro fato igualmente significativo: o recrudescimento do debate a respeito da identidade evangélica.
Considerando os necessários descontos em razão dos discursos acalorados pelo processo eleitoral é razoável dizer que o imaginário popular é influenciado a ponto de ver transformado o nome evangélico em uma espécie de xingamento, adjetivo pejorativo associado a pessoas de fé e boa vontade. Também por essa razão nos reunimos nessa manhã.
Mobilizamo-nos não apenas para apoio e suporte a uma candidatura que nos representa e carrega consigo muito do ideário cristão. Também nos aproximamos para adensar nosso compromisso em defesa daquilo que é maior do que qualquer projeto político, a saber, o Evangelho e a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo.
Não aceitamos a idéia de que ser evangélico é ser ignorante, moralista, homofóbico, sectário, intolerante.


Nosso Senhor Jesus Cristo é apresentado como aquele que “andou por toda parte fazendo o bem”, lançando no coração humano as sementes do amor, da generosidade, do perdão e da solidariedade, virtudes absolutamente distantes de quaisquer perspectivas que alimentem o ódio, a condenação, a exclusão, a discriminação e a segregação. Em seus passos o povo pacífico desse país caminha.
Devemos recusar a ideia de que ser evangélico é ser manipulável e manipulador.
Rejeitamos a sugestão de que a consciência do povo evangélico seja propriedade de quem quer que seja, e esteja cativa de ideologias e programas menores do que a agenda do reino de Deus.
Igreja não é lobby.

Igreja não é partido político.

Igreja não é instrumento de pressão.

Igreja não é curral eleitoral.

Púlpito não é palanque.

Altar não é plataforma para comício.
Não podemos nos calar diante daqueles que falam em nosso nome, como se o povo evangélico fosse um bloco monolítico, que segue a cartilha de um homem só. Com todo o respeito e estima que merece nosso irmão Jorge Mario Bergoglio, nós evangélicos não temos Papa.
Temos um sem número de irmãos anônimos que há anos militam por uma sociedade de justiça e paz, um Brasil republicano e democrático. Embora não somem em nossas fileiras nesse processo eleitoral, são dignos do nosso respeito e consideração.
Ainda que trilhemos caminhos diferentes, todos estamos de mãos dadas em busca de um país que supere a fome, a miséria, a corrupção sistêmica, e o fazer político viciado no apêgo ao poder pelo poder, aos ganhos individuais em detrimento do bem comum, à apropriação da res pública para satisfação de interesses particulares.
Por essa razão, no exercício de nosso sacerdócio religioso, como pastores e pastoras, orientadores espirituais desse imenso contingente da população brasileira que se identifica como evangélico, é urgente reafirmar os compromissos que sempre nos caracterizaram ao longo de nossa história.
É tempo de reafirmarmos o compromisso com a justiça em sua máxima abrangência e a promoção de uma cultura de paz.
É tempo de reafirmarmos o compromisso com o Estado Laico: a liberdade de culto e crença, a isonomia entre todas as tradições religiosas – inclusive a defesa do direito de não pertencer a qualquer tradição religiosa, e o respeito às consciências individuais.
É tempo de reafirmarmos o compromisso com a unidade, na esperança de que o debate ao redor de um pleito eleitoral nos aproxime para a defesa de valores comuns, em vez de nos distanciar em razão de valores menores do que aqueles que nos unem: uma casa dividida não prevalece, nos advertiu Jesus.
É tempo de reafirmarmos o compromisso com a defesa dos direitos humanos e das minorias, a diaconia e o serviço, mantendo nosso coração alinhado aos profetas que nos ensinaram a abraçar a causa do órfão, da viúva e do estrangeiro, dos fracos e vulneráveis, dos que não têm vez e não têm voz.
Quando nos ensinou a governar, Jesus não nos apontou o 

caminho do trono. Colocou em nossas mãos uma bacia e 

uma toalha. Lavar os pés é o nosso jeito de exercer o 

poder.
É com base nesses compromissos, que expresso meu apoio à candidatura de nossa irmã Marina Silva. E sei que trago comigo, nessas poucas palavras, muitas vozes.
Marina é a proposta que ultrapassa os maniqueísmos, como: partido a contra partido b, classe média e elite contra pobres e miseráveis, ciência contra religião, o povo contra o governo. Marina sabe caminhar em meio às contrariedades e propõe uma forma criativa de lidar com as tensões do diverso.
Marina é a superação da política bipolar. Marina vem da floresta, nasceu no berço da (bio)diversidade. A complexidade é seu habitat natural.
Não devemos confundir flexibilidade, abertura ao diálogo, capacidade de inclusão, respeito às divergências, atitudes essenciais ao espírito democrático, com claudicância, inconstância e incoerência. Devemos temer mais a prepotência dos que pretendem governar o mundo com a caneta na mão, do que o espírito conciliador dos que injustamente são acusados de escrever programas de governo à lápis.
Os ataques e agressões devem ser esperados e infelizmente fazem parte do processo. Mas sabemos que só agride quem tem medo. Minha avó me ensinou que “só recebe pedra árvore que dá bom fruto”. Marina é uma árvore frutífera.
Marina representa a política para além de números e estatísticas. Está inserida na vida pública fundamentada em valores e princípios éticos, o que é próprio daqueles cuja consciência se conserva no temor a Deus, maior instância de juízo, pois único justo juiz.
Marina não é seguidora de Maquiavél, para quem os fins justificam os meios, mas seguidora de Jesus, que nos ensina a cuidar das coisas do reino de César sem sacrifício dos valores do reino de Deus.
Marina é uma liderança qualificada, seu compromisso com a justiça não é posicionamento de campanha. É sua biografia, sua história, seu serviço prestado ao país, que ganhou reconhecimento mundial.
Votamos em Marina não porque é nossa irmã de fé, mas porque a julgamos preparada para o cargo a que postula, tendo a história como testemunha de sua experiência e capacidade, com ampla legitimidade popular.
Votamos em Marina não porque “irmão vota em irmão”. Não estamos elegendo uma autoridade religiosa ou eclesiástica.
Votamos em Marina porque julgamos que reúne condições de conduzir o Brasil, não apenas na manutenção dos inequívocos avanços dos últimos anos, mas também e principalmente de maneira a qualificar, aprofundar e ampliar as conquistas que nos fazem cultivar a esperança de um futuro que possa incluir na mesa e na festa da abundância um número ainda maior dos nossos concidadãos brasileiros.
Por Marina, e junto com todos os que caminham ao seu lado, levantamos aos céus nossa oração, somando nossa voz ao profeta Amós, suplicando que nessa terra e nesse chão, “corra a retidão como um rio, e a justiça como um ribeiro perene!”
Sim, sabemos que Marina não é um Messias de saia.
Como todos nós, Marina é fruto de uma história, e honra suas origens. Mas seu projeto de futuro não é mais do mesmo pois de fato, não é hora de virar as páginas, é hora de mudar de livro.
Muito obrigado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O Mito do 13o Salário




O trabalhador recebe 1 salário por cada mês
= 48 semanas de trabalho
Ficam faltando 4.
13o. não é extra, é salário atrasado.
Josimar Salum

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Suicídio: A cada 40 segundos alguém comete ao redor do mundo

Fonte: oglobo.globo.com

Uma pessoa no mundo comete suicídio a cada 40 segundos, diz relatório inédito da OMS

Brasil é o 8º país com maior número de casos, mas taxa por 100 mil habitantes está abaixo da média mundial

LONDRES - A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio em alguma parte do planeta. Cerca de 804 mil se mataram em 2012. 

Trata-se de uma proporção de 11,4 mortes por 100 mil pessoas (15 entre homens e 8 entre mulheres). 

O problema é muito mais grave nos países pobres e representa a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. 

As informações constam de um relatório inédito sobre suicídio divulgado nesta quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O relatório "Prevenindo suicídios - um imperativo global" faz parte de uma campanha mundial da OMS para frear o problema. A entidade pretende reduzir as taxas de suicídio em 10% até 2020. 

Nos países ricos, três vezes mais homens se matam do que mulheres. Nos mais pobres, a proporção cai bastante. 

Uma mulher morre para cada 1,5 homem. Suicídios são 50% das mortes violentas de homens e 71% entre as mulheres.

75% DAS MORTES EM PAÍSES POBRES

O Brasil é o oitavo país com maior número de casos em números absolutos. Na taxa por 100 mil habitantes, o país é o 113º no ranking com uma taxa de 5,8 por 100 mil habitantes - menos da metade da média mundial, de 11,4. 

Em 2012, foram registradas 11.821 mortes no país, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. '

Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre os homens. 

O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), EUA (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

A agência de saúde da ONU afirma que 75% dos suicídios acontecem nos países mais pobres ou de renda média, e pede que sejam tomadas providências para reduzir o acesso aos meios mais comuns. 

Envenenamento por pesticidas, enforcamento e armas de fogo estão entre as principais formas de suicídio, e evidências de Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, EUA e Europa mostram que restringir o acesso a estes meios pode ajudar a '8impedir os suicídios.

O documento constata que os suicídios acontecem no mundo inteiro e em todas as idades. Globalmente, os índices de suicídio são maiores entre pessoas de 70 anos ou mais, mas em alguns países, este índice é maior entre os mais novos. No grupo de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda causa de morte do mundo.

DESCONSTRUÇÃO DE UM TABU

A diretora geral da OMS, Margaret Chan, disse que o relatório foi “um pedido de ação para um grande problema de saúde pública que tem sido encarado com tabu por muito tempo”.

Os governos deveriam fazer planos preventivos, aponta o relatório, que observa que esta medida já foi tomada por 28 países. Em geral, homens se matam mais que mulheres. Em países ricos, numa razão de três para um, com homens de mais de 50 anos sendo os mais vulneráveis.

Em países pobres e de renda média, pessoas jovens e mulheres mais velhas são os mais afetados. E mulheres de mais de 70 anos são mais de duas vezes mais vulneráveis a cometer suicídio que mulheres entre 15 e 29 anos.

Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/uma-pessoa-no-mundo-comete-suicidio-cada-40-segundos-diz-relatorio-inedito-da-oms-13826787#ixzz3CRf7u0O2